quinta-feira, 19 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Documentário - "Nós que aqui estamos por vós esperamos"
o autor deste documentário nos faz viajar por uma história particular, uma história dos indivíduos, daqueles que estão fora dos manuais de história.Ele também rejeita a linearidade do tempo histórico, a locução que conduz o espectador, a narrativa histórica e cinematográfica, desacomodando o espectador e convidando-o a dar significado às imagens que ele selecionou do século XX.
Com certeza é uma ótima incursão pela história do século no qual nascemos...
http://www.youtube.com/watch?v=maDnJcVbAoQ
Documentário - História da Ciência
http://www.youtube.com/watch?v=QblQ9SE_hPM&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=QblQ9SE_hPM&feature=relmfu
"Este documentário pertence a uma serie chamada "Legendas da Ciência", e sua proposta e ajudar na compreensão da ciência, assim como as legendas de mapa cartográfico ajudam na compreensão do mesmo. Auxiliar no entendimento da ciência no sentido histórico, cultural e principalmente filosófico."
Idealizado por Michel Serres, e apresentado na TV Escola, nos convida a compreender a ciência, os conceitos que a definem, sua história e seus limites.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Página da Educação da Unesco
http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/philosophy/network-of-women-philosophers/
Nessas duas páginas se concentram as reflexões mais recentes da ONU sobre temas ligados a Educação, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Bem como dos temas transversais dos Direitos Humanos, no segundo link, especialmente, estão as questões sobre igualdade entre os sexos e direito à mulher também participar da criação científica, artística e intelectual dentro de sua cultura.
Vale a pena dar uma boa olhada, pode-se mudar os idiomas das páginas para o espanhol, o francês se não compreender inglês.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Cultura indígena é tema de exposição no Museu da UFRGS

A exposição é fruto de uma parceria do Museu com o Núcleo de Políticas Públicas para os povos indígenas da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Urbana da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (PMPA) e Museu do Índio do Rio de Janeiro. Com a mostra, os visitantes têm a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a perspectiva mbya-guarani em relação ao mundo, sua cosmologia e como isso se reflete em suas atividades cotidianas. As atrações serão divididas em dois eixos principais: “Nossas moradas – Os Mbya no Rio Grande do Sul” e "Tape-Porã, impressões e movimento – Os Mbya no Rio de Janeiro".
Compõem o eixo “Nossas moradas – Os Mbya no Rio Grande do Sul”, a exposição “Os seres da mata e sua vida como pessoas” e a instalação “Casa Mbya-Guarani”, que será inaugurada em 16 de novembro. “Os Seres da mata e sua vida como pessoas” é formada com obras do acervo de arte das culturas indígenas da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre, e fotografias de Vherá Poty e Danilo Christidis. Estes objetos revelam narrativas mitológico-poéticas sobre a origem dos animais que na visão cosmológica Mbyá são compreendidos como humanos. Neste espaço, também será exibido o vídeo de mesmo nome produzido em 2010 pela PMPA com os Mbyá e colaboração de antropólogos da UFRGS.
Já “Tape-Porã, impressões e movimento – Os Mbya no Rio de Janeiro”, conta com cerca de 60 peças de arte mbya-guarani, além de fotos e vídeos. O visitante é convidado a percorrer três ambientes: as matas, a casa da eterna alegria e um ambiente reservado à prática de produção de cestarias. Nesse trajeto serão encontradas esculturas de animais em madeira, armadilhas para caça e pesca, instrumentos de prática religiosa e peças de artesanato utilizadas como meios de subsistência. (Foto: Elisa Bortolini)
QUANDO: Aberta à visitação
HORÁRIO: das 9h às 18h
ONDE: Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277 – Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca
INFORMAÇÕES E AGENDAMENTO DE VISITAS: Telefones: 3308.4022 e 3308.3390 - Email: museu@museu.ufrgs.br - Site: www.museu.ufrgs.br
No próximo dia 14, sexta-feira, o Núcleo de Estudos Japoneses do Instituto de Letras realiza, em parceria com o Consulado do Japão em Porto Alegre, a palestra “O Teatro Tradicional do Japão: uma visão panorâmica de sua história, evolução e função social”. O evento tem entrada franca e começa às 19h30min, na sala 101 da Faculdade de Educação da UFRGS.
A palestra faz um painel a respeito das tradições do teatro japonês. Abordando os aspectos da história, evolução e função social, a conferência busca proporcionar ao espectador alguns conhecimentos sobre o teatro tradicional da cultura japonesa. O ministrante é o professor aposentado do IL Paulo W. Gick, consultor cultural do consulado japonês e fundador do grupo teatral Yume-ga-Hara, pioneiro na implantação do teatro tradicional japonês no Brasil, com peças adaptadas à língua portuguesa. O QUE: Palestra “O Teatro Tradicional do Japão: uma visão panorâmica de sua história, evolução e função social” |
domingo, 28 de agosto de 2011
Direitos Humanos - Imagens do Brasil
O evento é fruto do livro de mesmo nome lançado no ano passado em 10 de dezembro, Dia Internacional da Luta pelos Direitos Humanos e ocasião que também marcou a inauguração inicial da mostra, na cidade de Belo Horizonte - MG. O livro, que conta com dois ensaios curtos, empresta 60 das suas 165 imagens para a exposição. São imagens jornalísticas históricas e inéditas, contextualizadas através da história, que contam a trajetória da luta pela conquista dos direitos humanos no país.
A “Direitos Humanos – Imagens do Brasil” já esteve em Salvador, Aracaju, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Brasília e, depois de Porto Alegre, ainda passará por mais três cidades brasileiras. Com patrocínio da Petrobras e apoio da UFRGS, a exposição tem curadoria de Denise Carvalho e do historiador e jornalista Gilberto Maringoni, também responsável pelos textos. O objetivo é fortalecer, perante o público, o chamado “direito à memória e à verdade” em países que, como o Brasil, entre os anos 1960 e 1980, passaram por uma interrupção da vida institucional, com a instalação de ditaduras.
(extraído do site do D.D.C. da UFRGS)
O QUE: Exposição Direitos Humanos – Imagens do Brasil
VISITAÇÃO: até 16 de setembro
HORÁRIO: de segunda a sexta, das 9h às 18h
ONDE: Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277 – Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca
INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 3390 ou 3308 3159 – E-mail: museu@museu.ufrgs.br – Site: www.museu.ufrgs.br
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
CINEDEBATE DIREITOS HUMANOS
Drama, 1957, 96 min. EUA Direção: Sidney Lumet Com Henry Fonda, Martin Balsam, Jack Warden
Doze jurados evem decidir se um homem é culpado ou não de um assassinato, sob pena de morte. Onze têm plena certeza que ele é culpado, enquanto um não acredita em sua inocência, mas também não o acha culpado. Decidido a analisar novamente os fatos do caso, o jurado número 8 não deve enfrentar apenas as dificuldades de interpretação dos fatos para achar a inocência do réu, mas também a má vontade e os rancores dos outros jurados, com vontade de irem embora logo para suas casas.
19/10 - BUDRUS
Documentário, 2010, 70 min. Israel/EUA/Palestina Direção: Julia Bacha Com
Budrus é um vilarejo localizado na fronteira entre a Cisjordânia e Israel, onde em 2003 foi realizado um protesto não-violento. A causa foi o anúncio da construção de um muro pelos israelenses, o qual destruiria oliveiras históricas e economicamente importantes para a comunidade. Ayed Morrar e sua filha estavam à frente do movimento, que conseguiu unir facções palestinas rivais, como o Fatah e o Hamas, e ainda judeus progressistas.
16/11 - OS DOZE MACACOS
Ficção científica, 1995, 129 min. EUA Direção: Terry Gilliam
Com Bruce Willis, Madeleine Stowe, Joseph Melito, Joey Perillo Globo de Ouro melhor ator coadjuvante
No ano de 2035, James Cole aceita a missão de voltar ao passado para tentar decifrar mistério envolvendo vírus mortal que levou à morte da maior parte da humanidade. Tomado como louco, no passado, ele tenta provar sua sanidade a uma médica, sua única esperança de mudar o futuro.
Na época de Natal, durante a Primeira Guerra Mundial, os alemães, franceses e escoceses estão tentando manter a paz. Eles enterram seus mortos e vão jogar futebol.
UNIMÚSICA 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Evento Guarani na Universidade
domingo, 8 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Filmes à disposição
eis o link do blog www.laranjapsicodelica.blogspot.com
terça-feira, 26 de abril de 2011
Abril Indígena no Centro Cultural Érico Veríssimo

Temos o prazer de convidá-los (as) para a exposição “Kadiwéu • Ofayé • Urubu-Ka’apor – Os Índios de Darcy Ribeiro", a ser realizada de 27/04 a 02/06 no Centro Cultural Erico Veríssimo, sala Memorial Erico Veríssimo (Rua dos Andradas, 1223 – Porto Alegre – RS) e demais atividades do Abril Indígena do MARS.


quinta-feira, 14 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Francisco Ferrer
http://www.antorcha.net/biblioteca_virtual/pedagogia/escuelamoderna/indice.html
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Encontro discute a utilização de blog no ensino de História
A área de ensino de História da FACED vai promover uma aula-debate
sobre o tema Informática na Educação: o uso de blogs no ensino de história.
Súmula: discutir o atual estágio de inclusão digital na Educação,
desmistificando os supostos 'obstáculos' ao trabalho com informática
na Educação Básica, analisando o caso específico das possibilidades
proporcionadas pelos blogs. Objetiva incentivar o uso das novas TICs
(tecnologias de informação e comunicação) na Educação Básica.
A exposição principal será feita pelo Prof. Rafael Souza Gonçalves,
ex-aluno do curso de História da UFRGS, autor de um livro sobre o
tema, que estará à venda no dia do evento. Para debate, teremos a
presença de outros ex-alunos, que tem trabalhado ou feito incursões no
uso dos ambientes virtuais em ensino de história ou educação em geral.
Dia 12 de abril, terça feira
Manhã: 8h30min às 11h
Noite: 18h30min às 21h
Local: sala 101 FACED (auditório andar térreo)
quarta-feira, 23 de março de 2011
Ciclo de Cinema e História
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
História da África
A Unesco desenvolveu uma série de livros sobre a história geral da África para auxiliar na elaboração de aulas de história.
No link abaixo segue os volumes para download e visualização:
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
História Social da Criança e da Família
Infância: Ariés mostra o conceito ou a ideia de que se tem da infância, que foi sendo formado ao longo dos séculos, e que durante muito tempo a criança foi vista como um ser adulto em miniatura, que não se desenvolvia e não possuía características e desejos próprios.
O sentimento da infância teria surgido apenas na Modernidade. A criança seria vista como substituível, como um ser produtivo que seria útil para a sociedade, pois a partir dos sete anos de idade era inserida na vida adulta e tornava-se útil e presente na economia familiar, realizava tarefas, igual aos seus pais, acompanhava- os em seus ofícios, e cumpria, então, seu papel perante a sociedade.
Ariés relata a história de que as crianças eram tratadas verdadeiramente como adultos, tinham a mesma maneira de vestir-se e participavam de reuniões e festas. Os adultos falavam coisas impróprias para as crianças, faziam brincadeiras grosseiras e também conversavam sobre vulgaridades. Todo e qualquer tipo de assunto era debatido na frente dos pequenos que, até mesmo participavam de jogos sexuais. Tudo isso ocorria porque não acreditavam que houvesse diferenças nas características entre adultos e crianças.
Primeira idade: de 0 a 7 anos. Chamada de Enfant que significa não-falante, pois nessa a idade a pessoa não fala bem e ainda não forma as palavras claramente, que pode ser analisada também pela palavra Infância, ou seja, do latim “in-fale”, que tem o mesmo significado.
Escola: A escola se tornou no início dos tempos modernos um meio de isolar e separar as crianças (que estavam no período de formação moral e intelectual) dos adultos. Na Idade Média as idades eram misturadas e inseridas num ambiente que não era favorável para aprendizagem.
Crianças e adultos, de 6 a 20 anos ou até mais, eram juntados num mesmo local, aonde havia um mestre que os ensinava. A indiferença pela diferença das idades dentro da sala passava despercebida porque o que importava e estava em vigor era a matéria dada e não a preocupação com a idade das pessoas. As aulas não tinham lugar fixo para serem realizadas, aconteciam nas salas e também em outros lugares, como na rua ou dentro da Igreja. Assim que a criança entrava para a escola, já era passada para o mundo adulto.
Questionamento de Philippe Ariés em relação a negligência com a preocupação da divisão das idades: “Mas como poderia alguém sentir a mistura das idades quando se era tão indiferente à própria idéia de idade?”. Indubitavelmente esse é um traço peculiar da antiga sociedade, ou melhor, de origem medieval – senão persistente enraizado na vida - para o paradigma de que a sociedade de hoje é um reflexo da anterior (ou do princípio).
Essa mudança mostrou-se sensível em relação às diferenças das idades. Os alunos mais novos de gramática foram os primeiros a serem distinguidos, que se estendia até os maiores, que eram alunos de lógica e física, e ainda sim os pequenos estudantes não eram distinguidos como adultos.
O colégio sofreu alterações, primeiro ele era um meio de um pelo qual o jovem clérigo conseguiria uma vida honesta, e depois passou a condição imprescindível para uma boa educação, mesmo que fosse leiga.
O colégio, século XV e XVI ampliou-se, abriu-se a um número crescente de leigos, nobres, burgueses e também a famílias mais populares, e virou uma instituição essencial da sociedade: o colégio com um corpo docente separado, com uma disciplina rigorosa, com classes numerosas; constituía um grupo de idade maciço, alunos de oito - nove anos até mais de 15, submetidos a uma lei diferente da que governava os adultos.
No início do século XV, começou a ocorrer a divisão da população em grupos que tinham a mesma capacidade, e mais tarde passou a ter um professor especial para cada um desses grupos.
Do meio para o final do século XVII e século XVIII a política escolar passou a extinguir as crianças muito pequenas, tendo a precocidade de certas infâncias como algo aceitável. “A repugnância pela precocidade marca a primeira brecha aberta na indiferença das idades dos jovens”, implicando em um sentimento novo que distinguia uma primeira infância de uma infância propriamente escolástica. Isto é, as crianças de 10 anos eram mantidas fora do colégio.
Família: Cumpria uma função que era manter a transmissão da vida, dos bens e dos nomes, porém sem muita sensibilidade. Os mitos como, por exemplo, o amor cortês, ignoravam o casamento, enquanto as realidades como a aprendizagem das crianças enfraqueciam os laços afetivos entre os pais e seus filhos.
SÍNTESE
As escolas, frequentadas pelos brancos, como informa o historiador Luccock não eram ventiladas, nem grandes, totalmente misturadas, todos realizavam suas atividades juntos, sem distinção de faixa etária. O Bispo Coutinho diz que o sistema escolar era extremamente eclesiástico, às vezes os negros podiam assistir às aulas. O professor era considerado como da alta classe, podendo, se necessário agredir ao aluno sem que isso lhe causasse problemas. Posteriormente, com o crescimento dos colégios, a criança foi humilhada, sofrendo abusos e explorações dentro dos internatos.
Com relação à família, o homem era tido como senhor, todos deveriam lhe obedecer, quem cuidava da criança era a ama-de-leite, uma negra ou mulata, que dava muita atenção a criança branca, sua relação era de mãe, tendo grande vínculo afetivo. A mulher ficava em casa realizando os afazeres domésticos. Havia um grande respeito na família, a intimidade era muito limitada.
Àries, em sua obra História Social da Criança e da Família, diz que no século XVI não se dava muita importância para a fase infantil, nas brincadeiras, trajes e rituais, a criança ficava junto, inserida ao mundo dos mais velhos. Informa também as modificações que essa ideia sofreu ao longo do tempo, que só na Modernidade surgiu o sentimento da infância.
A escola era indiferente a distinção das idades, pois seu objetivo não era a educação da criança. Na família, não se tinha um vínculo afetivo muito significativo, como ela era considerada adulta, a criança não possuía atenções exclusivas.











